Saturday, January 05, 2008

São Jorge e os dragões

Janeiro, o mês que deve seu nome ao deus Janus, um deus de duas caras, que olha o passado com uma e tenta divisar o futuro com a outra, começou com inúmeras festas espalhadas pela cidade. Eu estava numa delas, e, no apartamento ao lado, havia outra festa, ainda maior do que a em que eu estava, e que foi se expandindo para dentro da casa de minha amiga. Primeiro foram as bolas de gás que buscaram as cores alegres das paredes de Helena como refúgio. Depois foram os vizinhos e seus amigos, que se achegavam para brindar e para trazer bons votos a todos. No fim, o "dia da confraternização universal" fez jus a seu nome, pelo menos ali naquele oásis atlântico, e tudo virou uma grande festa. Agora escuto as histórias de outras festas, e me divirto com os rituais que juntaram champanhe francês, brilhantes de família, São Jorge e, ouso acrescentar, os dragões que cuspiam fogos de artifício na paisagem serena da Lagoa. Ou histórias mais íntimas de quem passou o reveillon dormindo na Serra ou na própria Lagoa, com os filhos pequenos protegidos entre braços maternos e paternos contra os ruídos ecoando no granito dos morros. Ou comemorações improvisadas em aeroportos de vôos atrasados para que a tripulação tivesse a chance de ver, mais uma vez, a festa no Rio. Pois bem, São Jorge, descubro hoje, será o padroeiro deste ano! Viva o Santo popular, bem amado pelos brasileiros, que o colocam na Lua e o celebram com lindas canções como a de Caetano. Invoco, então, a proteção do santo para minhas histórias, já que uma delas está publicada em http://historiaspossiveis.wordpress.com/.
Ia falar da qualidade das histórias e dos colaboradores, mas, como sou integrante do grupo, acho meio cabotino dizer como está excelente o nível dos textos, etc... Só vou lembrar a meus leitores o propósito do site: histórias cujos estopins se encontrem em notícias recentes. Algumas se prendem àquelas notícias que chamam a atenção de todo o mundo, às grandes manchetes. Outras procuram as pequenas historinhas marginais. Eu sou deste tipo, prefiro as pequenas notinhas que me trazem inspiração. Minha história possível desta vez é "Sísifo", e fala sobre o processo de digitalização das obras da literatura mundial. Aproveito para passar um puxão de orelha em público no Mano André, pois coloquei-o ao lado de Joyce, Proust, Machado e ele nem notou! Ô mano distraído! Presta atenção, hein? Em breve estarei colaborando em outro projeto do André, um site de poesias. Depois dou as indicações de como acessá-lo.
E vou seguindo, pensando em mais outras histórias impossíveis para torná-las possíveis.

3 comments:

André said...

Notei, sim, manona. Até te mandei um e-mail comentando, oras.

Beijos!

Desejo said...

e sem saber que era impossível, ela foi lá e fez :)

abraços & feliz 2008,
k.

Fondea said...

Interesting to know.