Tuesday, July 27, 2010
De Lua.
Saturday, July 17, 2010
Quatro anos?
Lá se vão os dias…
Friday, July 09, 2010
Em defesa dos contistas
Outro dia, um amigo se queixou de que sua Editora, respeitável e competente casa que há décadas defende sua posição de destaque entre suas irmãs, recusou seu último livro com o pretexto de que “conto não vende”. E pediram-lhe que escrevesse um romance, a ele, que sempre foi contista apreciado.
Algumas pessoas, respeitadas intelectualmente, têm a idéia errônea de que o “conto” é um gênero menor, uma espécie de treino para o romance. Isso talvez se deva ao fato de que o conto é a forma “natural” de transmissão das histórias, desde tempos imemoriais. É essa a forma que nutre nossa sede “literária” desde a infância (a nossa e a da humanidade). Os contos da carochinha, como se chamavam antigamente, os contos de fada, os contos morais, que educaram os príncipes do passado, e os contos que se aperfeiçoaram no século XIX com Maupassant e Tchekov, com o extraordinário Machado de Assis, com Poe, Hoffman e que chegaram ao século XX com a força de praticantes excepcionais como Clarice, Borges e Cortázar, e ainda O. Henry, Virginia Woolf , Kafka e outros tantos que valeria a pena mencionar. Se Clarice e Julio Cortazar, por exemplo, também escreveram romances, O. Henry e Borges, um dos escritores mais respeitados no mundo, fizeram sua fama com seus contos.
O romance é o gênero literário mais tardio, que floresceu no século XIX e que hoje tenta se reinventar. Existem mesmo casos curiosos de romances como Vidas Secas ou Memórias póstumas de Brás Cubas, considerados como romances desmontáveis, uma vez que seus episódios possuem autonomia e podem ser lidos separadamente.
A vida moderna, com suas numerosas solicitações tecnológicas é cada vez mais avara com o tempo. A leitura, atividade que, tradicionalmente, exigia concentração e vagar, se tornou uma prática diferente, nervosa, entrecortada. Os jornais e revistas já se aperceberam destas modificações e todos estão se modificando, diminuindo a extensão de seus artigos, copiando modelos surgidos na internet de notícias cada vez mais concisas, que informem instantaneamente. Muitas vezes, ao falar com amigos, eles se queixam de que tiveram de abandonar um romance por que, a cada vez que interrompiam a leitura, perdiam-se na história, e era preciso voltar atrás, tornando a tarefa interminável. Outros comentam que “agora só conseguem ler contos”. Uma jovem me disse: “Os contos têm a duração de meu trajeto no metrô”. Outra pessoa me confidenciou que já não consegue mais focar sua atenção numa narrativa longa, e que tudo o que consegue ler são contos.
Escrevendo isso, penso que até no cinema os contos estão em voga. Não falo em curtas, que se popularizam, mas em filmes de grande sucesso que são coletâneas de “contos visuais”, como Paris e Nova Iorque, eu te amo, ou o premiado Crash, onde vários contos, distantes no tempo e no espaço, se entrelaçam numa parábola da globalização.
Talvez seja hora de as editoras repensarem seus valores e de acordarem para a nova realidade. Os contos, forma natural de narrar, permeiam nossas vidas e todas as eras. Não saem de moda. Já o romance vai retornando à forma da novela: os capítulos cada vez mais curtos, episódicos e fechados, encadeando-se com outro episódio anunciado para, à feição de Sherazade, conseguir manter-se vivo. Ou, verdadeiro modelo de armar, construído com fragmentos de história que fazem de sua leitura uma espécie de jogo da memória.
A alegação de que “conto não vende” começa por pecar ao pretender jogar a obra no mercado. Produto vendável, fabricado para a “demanda”, o livro em que as editoras investem suas verbas de marketing são aqueles que não discutem a realidade, e sim reforçam uma ideologia que acabará por nos levar a uma nova forma de pensar. Seres visuais, forçados a viver sempre no presente, volátil, esse ser humano que em breve nos substituirá já não comprará mais romances, nem mesmo contos. Os livros desaparecerão, já que todos nós seremos apenas personagens desta ficção da qual o “Mercado”, todo poderoso, se alimenta.
Se as próprias casas destinadas à disseminação dos livros, argumentam que “conto não vende”, em breve terão que admitir que “romance não vende” e que caminhamos para um inferno sem livros.
Wednesday, July 07, 2010
Rapidinha
Saturday, July 03, 2010
A medida do homem

Comecei o dia hoje zapeando a TV e encontrei um Starte com a excelente Bianca Ramoneda e o genial Calatrava. Para quem não o conhece, ele é o arquiteto que vai fazer nosso "Museu do Amanhã", no Cais do Porto Revitalizado do Amanhã…