Wednesday, May 21, 2008

Duas ou três coisas que não sei deles

Adoro as visitas dos amigos no meu blog. Quando deixam mensagens, então, adoro ainda mais. E fico imaginando esta turma de leitores. Alguns nunca vi. É o caso do meu constante amigo Guido e da Vera Helena, leitora atenta e perspicaz. Também nunca vi a Bela, mas sei que em breve hei de conhecê-la pessoalmente. Outros vi apenas uma vez, em alguma viagem pelo Brasil afora, e, apesar disso, desenvolvemos uma sincera amizade. É o caso do Helder Poeta e do Amauri. Outros há que são mais próximos, como a Eugênia e o André, também vencedores do prêmio SESC e com quem partilho alegrias e experiências. Sei de outros leitores que nunca ou quase nunca me deixaram mensagens: um é o fiel leitor da Rachel Jardim, que, já que ela não mantém blog, lê o meu. Outros são amigos que já me disseram que lêem estas minhas reflexões, crônicas, fofocas... Nem eu sei como classificar o que escrevo. Meu propósito, de início, era falar muito de literatura, mas, talvez pela falta de com quem conversar ao vivo e a cores, acabei fazendo uma espécie de miscelânea bagunçada como o meu cérebro. Já notei que o blog de muitos amigos escritores, como o do Marcelo Moutinho, do Flávio Izhaki, da Adriana Lisboa, são organizadíssimos. Eles mantêm uma periodicidade certa, uma divisão de assuntos que eu admiro e gostaria de copiar. Mas, talvez seja porque me sento para escrever olhando minha nesguinha de mar e cada onda me traga uma memória diferente, e aí saio nestas divagações. Vejam: já fugi do assunto que tinha em mente comentar hoje, que eram as surpresas que as revelações de meus leitores me provocam. Claro que, não conhecendo o Guido e sempre pensando em Dante e seu amigo cada vez que leio o nome dele, fazia uma imagem mental que ele, agora, me fez revisar, colocando flores e tons psicodélicos. Uau, Guido! Imagino o que eu faria se chegasse em casa e encontrasse os fab four sentados em meu sofá! Em qual dos colos sentaria? Hummm!
Ou as histórias reais que a Eugênia conta e que me maravilham mais do que as novelas de cavalaria maravilhavam ao Quixote! Meu Deus, que vida de sonhos! Quantas aventuras, quantas paixões, quantas confusões! Obrigada, amigos. Aos meus leitores silentes também agradeço. Sei que, volta e meia, M.H, B.G.,R.S.,A.A., aparecem para ler o que publico por aqui. Bem, sei disso não porque tenha alguma armadilha tecnológica escondida, mas porque eles me contam. Eu, incapaz que sou até de fazer pesquisas direito na internet, nunca teria a capacidade de colocar contadores e espiões em meu blog. Podem ficar tranqüilos -- estou aproveitando para me despedir dos tremas, que eu tanto apreciava -- e continuar vindo me visitar sem medo. Eu agradeço e me comovo com seu carinho.

6 comments:

Anonymous said...

Atento ao seu blog e sua atenção aos leitores.
Grato, Ernane

Guido Cavalcante said...

Você é sempre uma graça em seus comentários sobre os nossos comentários. Acho o máximo dar os meus "pitacos" aqui.

Embora eu tenha experimentado muita química dorante os anos 70 e 80, não me considero exatamente "lisérgico". Na verdade sempre tive uma certa imapciência com o power flower, hippies, contracultura e tudo afim. Além do que, as trips são muito longas e eu não suportava conviver muito tempo com as pessoas na mesma situação. Hoje, se tomar um ácido acho que me desespero... afinal um dos bons dá quase oito horas ligado. Não tenho mais tanta disponibilidade mental. Além do que, tudo que gostaria de ter visto, já vi...

Anonymous said...

Ah, Lúcia, é uma delícia passar por aqui e ler seus posts. Um requinte. Beijos, Eugenia.

Vera Helena said...

Lúcia, é muito bom ser sua leitora!

Amauri said...

Por falar em ver apenas uma vez, já faz tempo. Já é hora da gente se ver outra vez.
Olha, passe o tempo que passar, esteja onde estiver, seu blog, não dá para deixar de ler. Me desculpem os intelectos, mas que sorte a minha de você não ficar só na literatura.
Bjs.

Guido Cavalcante said...

Por falar nos tremas que foram abolidos, não sei se a nova ortografia tratou de um dos maiores perrengues da língua portuguesa: aquele em que os fonemas são transcritos/escritos com uma grafia totalmente avessa ao som - caso da confusão entre a grafia com "s" para palavras com um nítido som de "z".
Aliás, nossa é a única língua em que de certa vez um dicionário foi entitulado "Help, língua portuguesa" (como se o usuário também devesse ser bilíngue :-). Na ocasião sugeri trocar o título para "Hell, língua portuguesa". Eles não gostaram da piada hrs-hrs-hrs