Saturday, March 12, 2011

Lucia e a Ciência

Outra vez ciência? Mas o que fazer, se adoro ler estas breves informações científicas no jornal, e passar as noites vendo o Discovery? Por onde começo? Talvez pela espantosa revelação de que o pênis masculino já foi recoberto de espinhos! Reler a Bíblia com essa nova informação me faz sorrir. Penso no Jardim do Éden, com Deus preocupado com seus filhos, e avisando: Este fruto não dá para comer: tem espinhos! Mas, esfomeados, Adão e Eva nunca se importaram muito com essa proibição. Davam um jeito: ralavam, descascavam, espremiam, provavam… E, com tanta perícia, acabou que descobriram que há um jeito para tudo… E, de tanto se ajeitarem, as coisas acabaram se amaciando. Ainda bem!
Termino com uma história assustadora, uma nova (já não tão nova, assim) arma de guerra construída pelos americanos: Uma série de antenas que conseguem aquecer a camada de ozônio. Com isso, o sistema dos ventos é modificado e eles provocam aquecimento excessivo, chuvas exageradas, ou seja: podem matar de fome todo um povo ou impedir o deslocamento de pessoas e exércitos. Isso não é brincadeira nem hipótese: existe e está funcionando! Verdadeiramente aterrorizador, e, se levarmos em consideração as últimas notícias, quem nos garante que essas catástrofes não são provocadas por testes sendo realizados com o novo brinquedinho? Acorda Greenpeace: tem que protestar contra isso!
Brinquedinhos por brinquedinhos, conto uma história de meu passado. Na inocência de meus vinte e poucos anos visitei Nova Iorque pela primeira vez. Eu e o Gui, andando por toda Manhattan, chegamos ao Greenwich Village (era assim que dizíamos na época. Agora, íntimos, é apenas Village) e foi lá que vi, pela primeira vez em minha vida, uma vitrine de sex shop. Fui atraída pela dança do que achei, de longe, que eram bonequinhos. Quando cheguei perto, descobri que eram vibradores, de todas as cores e feitios, que estavam ligados e mostrando os movimentos que eram capazes de fazer. Entre todos eles, havia um cheio de espinhos, parecendo um jiló, ou maxixe, nunca sei qual dos dois tem os espetinhos. E eu me admirei: será que alguém vai comprar isso? Meu marido, rindo, filosofou: "Há gosto para tudo!"
Pois bem, me despeço, então, agradecendo à minha vovó Eva, que gostava de maxixe! Estamos aqui por causa disso! Não vamos deixar que uns "caras de jiló" e suas funestas anteninhas transformem nosso mundo numa lama só!

1 comment:

Tereza said...

Querida, você outro dia falou que esculpia máscaras de comédia. Hoje me deliciei com seu texto e até ri com essa história do pênis espinhento e do maxixe. Aí minha imaginação voou e minha memória acompanhou o voo/surto. Lembrei de um texto belíssimo de Alice Walker em que ela fala dos jardins das mulheres negras, espaço de beleza, criatividade e resistência; das colchas em patchwork, os quilts, em que essas mulheres costuravam estórias e histórias da sua tradição familiar; lembrei do que li num blog em que sua dona dizia que, tendo farinha, ovos, leite, manteiga, ela fazia qualquer coisa deliciosa. E veja o seu texto, esse primor (é, sou fã, fã de carteirinha, orgulhosa de você) com essas costuras, esses entremeios, essa criatividade única que jorra parecendo fácil...
E aí eu gosto daqueles adjetivos da língua inglesa, o "unique", o "exquisite". E como você contrabalançou tudo e o brinquedinho mortífero ficou lá, preso, contido, espremido entre a descoberta bíblica e a ida ao Village! E depois retoma essa estória das anteninhas funestas e finaliza numa ode instantânea à sua avó Eva!!! Beijinhos, T.T. (sabe que a salada de maxixe cru é deliciosa??? E que com folhas de figo você faz um doce de jiló maravilhoso?).