Sunday, August 30, 2009
Efemérides
Monday, August 24, 2009
segunda-feira
Friday, August 21, 2009
Achei a letra
It ran one step ahead
As we followed in the dance
Between the parted pages and were pressed
In love's hot, fevered iron
Like a striped pair of pants
MacArthur's Park is melting in the dark
All the sweet, green icing flowing down
Someone left the cake out in the rain
I don't think that I can take it
'Cause it took so long to bake it
And I'll never have that recipe again
Oh, no!
I recall the yellow cotton dress
Foaming like a wave
On the ground around your knees
The birds, like tender babies in your hands
And the old men playing checkers by the trees
MacArthur's Park is melting in the dark
All the sweet, green icing flowing down
Someone left the cake out in the rain
I don't think that I can take it
'Cause it took so long to bake it
And I'll never have that recipe again
Oh, no!
[break]
There will be another song for me
For I will sing it
There will be another dream for me
Someone will bring it
I will drink the wine while it is warm
And never let you catch me looking at the sun
And after all the loves of my life
After all the loves of my life
You'll still be the one
I will take my life into my hands and I will use it
I will win the worship in their eyes and I will lose it
I will have the things that I desire
And my passion flow like rivers through the sky
And after all the loves of my life
After all the loves of my life
I'll be thinking of you
And wondering why
[extended break]
MacArthur's Park is melting in the dark
All the sweet, green icing flowing down
Someone left the cake out in the rain
I don't think that I can take it
'Cause it took so long to bake it
And I'll never have that recipe again
Oh, no!
Oh, no
No, no
Oh no!!
Volver…
Saturday, August 15, 2009
Notícias do SPA
Sunday, August 09, 2009
Pensando na Ceia
Thursday, August 06, 2009
Peixes e pescados
Monday, August 03, 2009
Despedidas
Tuesday, July 28, 2009
De volta
Saturday, July 25, 2009
Don't cry for me , Argentina
Friday, July 17, 2009
O passado silenciado
Tuesday, July 14, 2009
Deu no Globo…
Monday, July 13, 2009
Desculpem nossa falha!
Friday, July 03, 2009
Fliperama II e III e !V...
Da Tatiana:
A solidão da escrita é procurar, no próprio corpo, o que poderia ser narrado.
Do Sérgio:
A realidade não existe. Só existe no momento em que a organizamos num discurso.
Do Bloch:
A biografia definitiva é uma falácia.
Claro que eles disseram muito mais, eu é que sou fraca de anotações.
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A grande mesa da Flip, até agora, foi a do Dawkins. O Boccanera foi super profissional e não deixou a peteca cair nem quando houve problemas com o som. O Dawkins foi super simpático, inteligente, divertido, simples de entender. Ouvindo-o, percebemos que ele lê muito, conhece bem literatura inglesa, ou pelo menos, os clássicos da literatura inglesa. Tudo o que ele falou foi interessante, mas não anotei nada -- perdi a caneta, vejam só! E, além do mais, nem sou repórter, sou apenas uma deslumbrada, felicíssima de estar aqui escutando tantas coisas, aprendendo tantas outras.Muito bom.
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A noite? Foi uma loucura portenha. Depois de tanto saber, a euforia das conversas e dos cérebros super estimulados, trocando risadas e lembranças, cantando El dia en que me quieras num restaurante argentino, voltando para a pousada cantando Garota de Ipanema em espanhol, na expectativa de uma sexta-feira de muitas outras atividades.
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Fora das mesas principais, começamos a sexta pela divertidíssima mesa sobre o acordo ortográfico, mediada pelo Marcelo Moutinho, e estrelada pelo Marcelino Freire e o Ondjake. A exuberância do Marcelino, propondo um acordo pornográfico para que todos aprendam a usar bem a língua, foi secundada pela elegante contenção do Ondjake que começou por citar Fernando Pessoa (Minha pátria é a língua portuguesa). Em seguida, ele revelou que Mia Couto oferece uma atualização do pensamento de Pessoa ao dizer "Minha pátria é minha língua portuguesa", para terminar com um amigo, provavelmente imaginário, que diz: "Minha pátria é minha língua numa portuguesa". No entanto, longe de se esvaziar nesta brincadeira, a mesa cresceu, levantou-se a questão da oralidade, da falta de solicitação popular para essa unificação da ortografia, dos aspectos comerciais que estão por tras da reforma, da resistência por parte dos portugueses. E aí, meio que sem querer, o humor voltou a imperar nas longas "colocações" da platéia, quase todas feitas por portugueses ou angolanos ou moçambicanos. Só que não vou comentar aqui, para vocês não pensarem que estou contando piadas de português.
A off-flip também está crescendo.O público comparece e gosta da programação. Ontem foi o Ruffato, debaixo de chuva, e mesmo assim bem assistido. Hoje houve uma homenagem a Bandeira. O Secchin, num novo visual que o deixou muito mais charmoso, fez uma excelente análise de Profundamente. Depois, o pessoal da Fliporto continuou com o mesmo tema, mas ressaltando a pernambucanice (será que dá para usar essa palavra?) do poeta.
Voltando às mesas oficiais, Tezza e Bellatin, concorridíssima, infelizmente foi prejudicada pela passeata das comunidades tradicionais, que organizaram uma demonstração barulhenta e com um estribilho antipático: Queremos perturbar! Eles têm razão de sobra para protestar, mas o estribilho foi muito infeliz.
Depois, a tão esperada mesa de Hatoum e Chico. O mediador, intimidado com a tarefa sobrehumana (?) travou. Hatoum e Chico foram simpáticos, mas, apesar da imensa multidão que arrastaram, que levou o pessoal a barrar até o Gay Talese e alguns credenciados (que depois conseguiram entrar, graças a um supervisor mais atilado) a mesa foi meio borocochô. O Chico, o Hatoum e o mediador confessaram que tinham combinado como ia ser, e essa combinação tirou a espontaneidade que, nas outras mesas, deu tão certo. Preparar-se para uma mesa é muito bom, mas combinar as jogadas torna o jogo sem graça.
E agora vou dormir.
Thursday, July 02, 2009
Fliperama I
Este é o curioso mosaico feito de livros, que forma o retrato de Manuel Bandeira, poeta homenageado. Curioso porque a imagem, a olho nu, quase que não se revela, mas na oto até que dá para reconhecer.Aqui vão algumas frases pinçadas durante a sessão das 11:45
Domingos de Oliveira:
Não existe banalidade.
Estou convencido de que existe uma "terra dos romances prontos", o escritor deve ser capaz trnar-se leve para chegar lá.
O segredo da produtividade é acabar tudo o que se começa.
Meu amor não é meu, dou para quem quiser.
Toda obra de arte boa é de auto-ajuda. Se eu vejo um filme e ele não me ensina nada, é um mau filme.
Tuesday, June 30, 2009
FLIP, revisited
- Lisbon Revisited (1923)
- NÃO: Não quero nada.
- Já disse que não quero nada.
- Não me venham com conclusões!
- A única conclusão é morrer.
- Não me tragam estéticas!
- Não me falem em moral!
- Tirem-me daqui a metafísica!
- Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
- Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
- Das ciências, das artes, da civilização moderna!
- Que mal fiz eu aos deuses todos?
- Se têm a verdade, guardem-na!
- Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
- Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
- Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
- Não me macem, por amor de Deus!
- Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
- Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
- Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
- Assim, como sou, tenham paciência!
- Vão para o diabo sem mim,
- Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
- Para que havemos de ir juntos?
- Não me peguem no braço!
- Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
- Já disse que sou sozinho!
- Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!
- Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
- Eterna verdade vazia e perfeita!
- Ó macio Tejo ancestral e mudo,
- Pequena verdade onde o céu se reflete!
- Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
- Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
- Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
- E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
Nada me prende a nada.
Quero cinquenta coisas ao mesmo tempo.
Anseio com uma angústia de fome de carne
O que não sei que seja -
Definidamente pelo indefinido...
Durmo irrequieto, e vivo num sonhar irrequieto
De quem dorme irrequieto, metade a sonhar.
Fecharam-me todas as portas abstractas e necessárias.
Correram cortinas de todas as hipóteses que eu poderia ver da rua.
Não há na travessa achada o número da porta que me deram.
Acordei para a mesma vida para que tinha adormecido.
Até os meus exércitos sonhados sofreram derrota.
Até os meus sonhos se sentiram falsos ao serem sonhados.
Até a vida só desejada me farta - até essa vida...
Compreendo a intervalos desconexos;
Escrevo por lapsos de cansaço;
E um tédio que é até do tédio arroja-me à praia.
Não sei que destino ou futuro compete à minha angústia sem leme;
Não sei que ilhas do sul impossível aguardam-me naufrago;
ou que palmares de literatura me darão ao menos um verso.
Não, não sei isto, nem outra coisa, nem coisa nenhuma...
E, no fundo do meu espírito, onde sonho o que sonhei,
Nos campos últimos da alma, onde memoro sem causa
(E o passado é uma névoa natural de lágrimas falsas),
Nas estradas e atalhos das florestas longínquas
Onde supus o meu ser,
Fogem desmantelados, últimos restos
Da ilusão final,
Os meus exércitos sonhados, derrotados sem ter sido,
As minhas cortes por existir, esfaceladas em Deus.
Outra vez te revejo,
Cidade da minha infãncia pavorosamente perdida...
Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui...
Eu? Mas sou eu o mesmo que aqui vivi, e aqui voltei,
E aqui tornei a voltar, e a voltar.
E aqui de novo tornei a voltar?
Ou somos todos os Eu que estive aqui ou estiveram,
Uma série de contas-entes ligados por um fio-memória,
Uma série de sonhos de mim de alguém de fora de mim?
Outra vez te revejo,
Com o coração mais longínquo, a alma menos minha.
Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
No castelo maldito de ter que viver...
Outra vez te revejo,
Sombra que passa através das sombras, e brilha
Um momento a uma luz fúnebre desconhecida,
E entra na noite como um rastro de barco se perde
Na água que deixa de se ouvir...
Outra vez te revejo,
Mas, ai, a mim não me revejo!
Partiu-se o espelho mágico em que me revia idêntico,
E em cada fragmento fatídico vejo só um bocado de mim -