Tuesday, July 28, 2009
De volta
Saturday, July 25, 2009
Don't cry for me , Argentina
Friday, July 17, 2009
O passado silenciado
Tuesday, July 14, 2009
Deu no Globo…
Monday, July 13, 2009
Desculpem nossa falha!
Friday, July 03, 2009
Fliperama II e III e !V...
Da Tatiana:
A solidão da escrita é procurar, no próprio corpo, o que poderia ser narrado.
Do Sérgio:
A realidade não existe. Só existe no momento em que a organizamos num discurso.
Do Bloch:
A biografia definitiva é uma falácia.
Claro que eles disseram muito mais, eu é que sou fraca de anotações.
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A grande mesa da Flip, até agora, foi a do Dawkins. O Boccanera foi super profissional e não deixou a peteca cair nem quando houve problemas com o som. O Dawkins foi super simpático, inteligente, divertido, simples de entender. Ouvindo-o, percebemos que ele lê muito, conhece bem literatura inglesa, ou pelo menos, os clássicos da literatura inglesa. Tudo o que ele falou foi interessante, mas não anotei nada -- perdi a caneta, vejam só! E, além do mais, nem sou repórter, sou apenas uma deslumbrada, felicíssima de estar aqui escutando tantas coisas, aprendendo tantas outras.Muito bom.
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A noite? Foi uma loucura portenha. Depois de tanto saber, a euforia das conversas e dos cérebros super estimulados, trocando risadas e lembranças, cantando El dia en que me quieras num restaurante argentino, voltando para a pousada cantando Garota de Ipanema em espanhol, na expectativa de uma sexta-feira de muitas outras atividades.
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Fora das mesas principais, começamos a sexta pela divertidíssima mesa sobre o acordo ortográfico, mediada pelo Marcelo Moutinho, e estrelada pelo Marcelino Freire e o Ondjake. A exuberância do Marcelino, propondo um acordo pornográfico para que todos aprendam a usar bem a língua, foi secundada pela elegante contenção do Ondjake que começou por citar Fernando Pessoa (Minha pátria é a língua portuguesa). Em seguida, ele revelou que Mia Couto oferece uma atualização do pensamento de Pessoa ao dizer "Minha pátria é minha língua portuguesa", para terminar com um amigo, provavelmente imaginário, que diz: "Minha pátria é minha língua numa portuguesa". No entanto, longe de se esvaziar nesta brincadeira, a mesa cresceu, levantou-se a questão da oralidade, da falta de solicitação popular para essa unificação da ortografia, dos aspectos comerciais que estão por tras da reforma, da resistência por parte dos portugueses. E aí, meio que sem querer, o humor voltou a imperar nas longas "colocações" da platéia, quase todas feitas por portugueses ou angolanos ou moçambicanos. Só que não vou comentar aqui, para vocês não pensarem que estou contando piadas de português.
A off-flip também está crescendo.O público comparece e gosta da programação. Ontem foi o Ruffato, debaixo de chuva, e mesmo assim bem assistido. Hoje houve uma homenagem a Bandeira. O Secchin, num novo visual que o deixou muito mais charmoso, fez uma excelente análise de Profundamente. Depois, o pessoal da Fliporto continuou com o mesmo tema, mas ressaltando a pernambucanice (será que dá para usar essa palavra?) do poeta.
Voltando às mesas oficiais, Tezza e Bellatin, concorridíssima, infelizmente foi prejudicada pela passeata das comunidades tradicionais, que organizaram uma demonstração barulhenta e com um estribilho antipático: Queremos perturbar! Eles têm razão de sobra para protestar, mas o estribilho foi muito infeliz.
Depois, a tão esperada mesa de Hatoum e Chico. O mediador, intimidado com a tarefa sobrehumana (?) travou. Hatoum e Chico foram simpáticos, mas, apesar da imensa multidão que arrastaram, que levou o pessoal a barrar até o Gay Talese e alguns credenciados (que depois conseguiram entrar, graças a um supervisor mais atilado) a mesa foi meio borocochô. O Chico, o Hatoum e o mediador confessaram que tinham combinado como ia ser, e essa combinação tirou a espontaneidade que, nas outras mesas, deu tão certo. Preparar-se para uma mesa é muito bom, mas combinar as jogadas torna o jogo sem graça.
E agora vou dormir.
Thursday, July 02, 2009
Fliperama I
Este é o curioso mosaico feito de livros, que forma o retrato de Manuel Bandeira, poeta homenageado. Curioso porque a imagem, a olho nu, quase que não se revela, mas na oto até que dá para reconhecer.Aqui vão algumas frases pinçadas durante a sessão das 11:45
Domingos de Oliveira:
Não existe banalidade.
Estou convencido de que existe uma "terra dos romances prontos", o escritor deve ser capaz trnar-se leve para chegar lá.
O segredo da produtividade é acabar tudo o que se começa.
Meu amor não é meu, dou para quem quiser.
Toda obra de arte boa é de auto-ajuda. Se eu vejo um filme e ele não me ensina nada, é um mau filme.
Tuesday, June 30, 2009
FLIP, revisited
- Lisbon Revisited (1923)
- NÃO: Não quero nada.
- Já disse que não quero nada.
- Não me venham com conclusões!
- A única conclusão é morrer.
- Não me tragam estéticas!
- Não me falem em moral!
- Tirem-me daqui a metafísica!
- Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
- Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
- Das ciências, das artes, da civilização moderna!
- Que mal fiz eu aos deuses todos?
- Se têm a verdade, guardem-na!
- Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
- Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
- Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
- Não me macem, por amor de Deus!
- Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
- Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
- Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
- Assim, como sou, tenham paciência!
- Vão para o diabo sem mim,
- Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
- Para que havemos de ir juntos?
- Não me peguem no braço!
- Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
- Já disse que sou sozinho!
- Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!
- Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
- Eterna verdade vazia e perfeita!
- Ó macio Tejo ancestral e mudo,
- Pequena verdade onde o céu se reflete!
- Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
- Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
- Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
- E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
Nada me prende a nada.
Quero cinquenta coisas ao mesmo tempo.
Anseio com uma angústia de fome de carne
O que não sei que seja -
Definidamente pelo indefinido...
Durmo irrequieto, e vivo num sonhar irrequieto
De quem dorme irrequieto, metade a sonhar.
Fecharam-me todas as portas abstractas e necessárias.
Correram cortinas de todas as hipóteses que eu poderia ver da rua.
Não há na travessa achada o número da porta que me deram.
Acordei para a mesma vida para que tinha adormecido.
Até os meus exércitos sonhados sofreram derrota.
Até os meus sonhos se sentiram falsos ao serem sonhados.
Até a vida só desejada me farta - até essa vida...
Compreendo a intervalos desconexos;
Escrevo por lapsos de cansaço;
E um tédio que é até do tédio arroja-me à praia.
Não sei que destino ou futuro compete à minha angústia sem leme;
Não sei que ilhas do sul impossível aguardam-me naufrago;
ou que palmares de literatura me darão ao menos um verso.
Não, não sei isto, nem outra coisa, nem coisa nenhuma...
E, no fundo do meu espírito, onde sonho o que sonhei,
Nos campos últimos da alma, onde memoro sem causa
(E o passado é uma névoa natural de lágrimas falsas),
Nas estradas e atalhos das florestas longínquas
Onde supus o meu ser,
Fogem desmantelados, últimos restos
Da ilusão final,
Os meus exércitos sonhados, derrotados sem ter sido,
As minhas cortes por existir, esfaceladas em Deus.
Outra vez te revejo,
Cidade da minha infãncia pavorosamente perdida...
Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui...
Eu? Mas sou eu o mesmo que aqui vivi, e aqui voltei,
E aqui tornei a voltar, e a voltar.
E aqui de novo tornei a voltar?
Ou somos todos os Eu que estive aqui ou estiveram,
Uma série de contas-entes ligados por um fio-memória,
Uma série de sonhos de mim de alguém de fora de mim?
Outra vez te revejo,
Com o coração mais longínquo, a alma menos minha.
Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
No castelo maldito de ter que viver...
Outra vez te revejo,
Sombra que passa através das sombras, e brilha
Um momento a uma luz fúnebre desconhecida,
E entra na noite como um rastro de barco se perde
Na água que deixa de se ouvir...
Outra vez te revejo,
Mas, ai, a mim não me revejo!
Partiu-se o espelho mágico em que me revia idêntico,
E em cada fragmento fatídico vejo só um bocado de mim -
Monday, June 29, 2009
A morte e o sonho
Monday, June 22, 2009
Brecht.com
Sunday, June 21, 2009
Horóscopo
Friday, June 12, 2009
Espaço aberto - Literatura
Carne Trêmula e outros celulóides
Wednesday, June 10, 2009
Espaço aberto - Literatura
Tuesday, June 09, 2009
Rent
Saturday, June 06, 2009
balanço quase geral
Será que algum dia saberemos o que aconteceu? Precisamos de fatos, de provas, de alguma explicação que contente nossa lógica -- ou falta de!
Bem, enquanto isso, vou escrevendo, lendo o que posso, testando os meus limites para não deixar nenhum prato chinês cair no chão. Preciso dar uma escovada no Borges -- fui convidada a falar sobre ele. O que tenho para dizer sobre ele? Muito pouco, quase nada. Autor difícil, mas que nos engana com uma aparente simplicidade. Em sua longa vida escreveu muitas coisas interessantes, mas o interesse maior parece-me se concentrar no jogo de ambivalência entre realidade e ficção. A literatura, em Borges, é determinante para a vida -- uma inversão do que geralmente se admite. Talvez por isso a gente se sinta tão tentado a responder-lhe uma ou duas coisinhas. Para terminar, um dedinho de Nick Hornby. É sobre ele que devo escrever neste mês, para o Rascunho. Um amigão, do mesmo gênero do Manguel, é a impressão que tenho dele.Um cara com quem gostaria de trocar figurinhas, mas as figurinhas dele são, na sua maioria anglo-saxãs. As minhas são, bem, "ecléticas". E nunca fui sistemática o bastante para dizer que conheço "tudo" sobre algum autor. Mas conheço o bastante para dialogar um pouco com ele, antes de sair divagando sobre outras coisas. Coisas como a inconstância da internet em minha casa. Que mistério essas coisas, hein? Um pisca-pisca de conexão, que nme deixa absolutamente insegura!
Bem, aproveito agora que ela está on para postar esse texto.Qem sabe quando vou voltar a conseguir me conectar de novo?
Saturday, May 30, 2009
Juiz de Dentro (do meu coração)
Tuesday, May 26, 2009
Um café e a conta
Monday, May 25, 2009
Twitting
Por que me incendiaste de desejo
Quando eu estava bem, morta de sono
Com que mentira abriste meu segredo
De que romance antigo me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste
Quando eu estava bem, morta de medo
Por que não me deixaste adormecida
E me indicaste o mar com que navio
E me deixaste só, com que saída
Por que desceste ao meu porão sombrio
Com que direito me ensinaste a vida
Quando eu estava bem, morta de frio